Mais Modalidades
Ciclismo
Pogacar junta-se aos pentacampeões e também Oliveira bate mais um recorde
O esloveno Tadej Pogacar igualou hoje o recorde de cinco vitórias na Volta a França, ao ganhar a 113.ª edição, na qual o português Nelson Oliveira se tornou no ciclista com mais presenças em grandes Voltas sem desistências.
Aos 27 anos, o ciclista da UAE Emirates igualou os franceses Jacques Anquetil e Bernard Hinault, o belga Eddy Merckx e o espanhol Miguel Induráin, impondo-se pela quinta vez na ‘Grande Boucle’ prova que venceu também em 2020, 2021, 2024 e 2025.
A acompanhar Pogacar no pódio estará Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe), primeiro belga a ser vice-campeão desde 1981, com o também terceiro classificado de 2024 a ficar a 06.26 minutos.
O estreante Isaac del Toro será o primeiro mexicano a subir ao pódio final, com o vencedor da classificação da juventude, de 22 anos, a ser terceiro, a 09.42 minutos do seu líder esloveno, que hoje foi apanhado a apenas 400 metros da meta, após ter fugido com Mathieu van der Poel.
O neerlandês da Alpecin-Premier Tech aguentou a perseguição do pelotão para ser o primeiro a cortar a meta, no final dos 88,7 quilómetros nas ruas de Paris, onde se impôs com o tempo de 01:58.49 horas à frente do colega de equipa Jasper Philipsen, o belga que bateu o camisola verde Mads Pedersen (Lidl-Trek) na luta pelo segundo lugar na 21.ª etapa.
A acompanhar Pogacar no pódio estará Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe), primeiro belga a ser vice-campeão desde 1981, com o também terceiro classificado de 2024 a ficar a 06.26 minutos.
O estreante Isaac del Toro será o primeiro mexicano a subir ao pódio final, com o vencedor da classificação da juventude, de 22 anos, a ser terceiro, a 09.42 minutos do seu líder esloveno, que hoje foi apanhado a apenas 400 metros da meta, após ter fugido com Mathieu van der Poel.
O neerlandês da Alpecin-Premier Tech aguentou a perseguição do pelotão para ser o primeiro a cortar a meta, no final dos 88,7 quilómetros nas ruas de Paris, onde se impôs com o tempo de 01:58.49 horas à frente do colega de equipa Jasper Philipsen, o belga que bateu o camisola verde Mads Pedersen (Lidl-Trek) na luta pelo segundo lugar na 21.ª etapa.
Também o português Nelson Oliveira (Movistar), que hoje foi 27.º, bateu um recorde, ao tornar-se no primeiro ciclista a cumprir 24 grandes Voltas consecutivas sem abandonos.
Pogacar não esqueceu Vingegaard ao assumir estar pronto para novos objetivos
Tadej Pogacar não se esqueceu hoje do eterno e azarado rival Jonas Vingegaard, ao mesmo tempo que assumia que é tempo de novos desafios após ter igualado os recordistas de vitórias na Volta a França em bicicleta.
“Estou sem palavras. Está um ambiente incrível e estou feliz que tenha acabado e que tenhamos vencido pela quinta vez”, disse o ciclista esloveno da UAE Emirates na ‘flash-interview’.
Vencedor em 2020, 2021, 2024 e 2025, o corredor de apenas 27 anos igualou os franceses Jacques Anquetil e Bernard Hinault, o belga Eddy Merckx e o espanhol Miguel Induráin como recordistas de triunfos na ‘Grande Boucle’, mesmo tendo estado doente, como confessou, posteriormente, no pódio.
“Cada vitória é verdadeiramente especial. Já são sete Tours, sete vezes no pódio e cinco triunfos. Seria algo que talvez nem estivesse escrito num conto de fadas, é difícil de acreditar até para mim”, reconheceu, após cumprir um objetivo de carreira.
Para o seu sucesso, segundo Pogacar, foram fundamentais as pessoas à sua volta, que também mencionou no seu discurso no pódio, nomeadamente a namorada Urska Zigart, também ciclista, a sua família e os elementos da UAE Emirates.
“São elas que estão lá para ti quando estás no teu pior. Assim, podes reconstruir-te e perseguir os teus sonhos. Tenho de encontrar um novo desafio depois disto”, confessou, embora sem querer confirmar que participará na próxima Volta a Espanha, em que poderia completar a trilogia de grandes Voltas.
Quem já o fez foi o seu eterno rival Jonas Vingegaard, o único capaz de o derrotar na Volta a França, nas edições de 2022 e 2023, e que hoje não esqueceu enquanto elogiava “o pódio magnífico” da 113.ª edição, composto pelo belga Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe) e pelo seu colega mexicano Isaac del Toro, coroado melhor jovem.
“Foram campeões incríveis contra os quais lutei neste Tour. É uma pena que o Jonas tenha caído e desistido, assim como muitos outros. Espero que recuperem rapidamente e possamos lutar novamente no próximo ano”, notou.
Embora tenha terminado esta edição com uma margem ‘gigante’ de 06.26 minutos sobre Evenepoel, ‘Pogi’ garantiu que sofreu, mas evidentemente não tanto como o colega Del Toro, que se sente um privilegiado por correr com aquele que é considerado, a par de Merckx, o melhor ciclista de todos os tempos.
“Somos grandes companheiros. Ele puxou pelo melhor de mim nas últimas épocas e nesta última semana de Tour ajudou-me muito”, destacou o mexicano de 22 anos.
Melhor jovem desta ‘Grande Boucle’, Del Toro não quis assumir-se como sucessor de Pogacar, lembrando que “é difícil saber o que acontecerá no futuro”.
“É uma grande responsabilidade, tenho que desfrutar da vida e dar o máximo. Se conseguir 1% do que ele alcançou, já me posso dar por satisfeito”, defendeu o vice-campeão do Giro2025.
Pela segunda vez no pódio final, depois de em 2024 ter sido terceiro, Evenepoel descreveu o momento como “maravilhoso”.
“Estou ao lado do homem que está a igualar o recorde de vitórias e isso é ainda melhor. É um momento inesquecível”, resumiu o vencedor da Vuelta2022.
O duplo campeão olímpico ‘calou’ os críticos neste Tour, mostrando ser um ciclista de alta montanha ao vencer a 15.ª etapa e ao ficar perto no sábado, na segunda chegada ao Alpe d’Huez.
“Não sei se foi uma reivindicação, deixo essa conclusão para vocês, jornalistas. O meu objetivo profissional é terminar no pódio de tantas grandes Voltas quanto seja possível e tentar ganhá-las”, concluiu o belga.
Tadej Pogacar não se esqueceu hoje do eterno e azarado rival Jonas Vingegaard, ao mesmo tempo que assumia que é tempo de novos desafios após ter igualado os recordistas de vitórias na Volta a França em bicicleta.
“Estou sem palavras. Está um ambiente incrível e estou feliz que tenha acabado e que tenhamos vencido pela quinta vez”, disse o ciclista esloveno da UAE Emirates na ‘flash-interview’.
Vencedor em 2020, 2021, 2024 e 2025, o corredor de apenas 27 anos igualou os franceses Jacques Anquetil e Bernard Hinault, o belga Eddy Merckx e o espanhol Miguel Induráin como recordistas de triunfos na ‘Grande Boucle’, mesmo tendo estado doente, como confessou, posteriormente, no pódio.
“Cada vitória é verdadeiramente especial. Já são sete Tours, sete vezes no pódio e cinco triunfos. Seria algo que talvez nem estivesse escrito num conto de fadas, é difícil de acreditar até para mim”, reconheceu, após cumprir um objetivo de carreira.
Para o seu sucesso, segundo Pogacar, foram fundamentais as pessoas à sua volta, que também mencionou no seu discurso no pódio, nomeadamente a namorada Urska Zigart, também ciclista, a sua família e os elementos da UAE Emirates.
“São elas que estão lá para ti quando estás no teu pior. Assim, podes reconstruir-te e perseguir os teus sonhos. Tenho de encontrar um novo desafio depois disto”, confessou, embora sem querer confirmar que participará na próxima Volta a Espanha, em que poderia completar a trilogia de grandes Voltas.
Quem já o fez foi o seu eterno rival Jonas Vingegaard, o único capaz de o derrotar na Volta a França, nas edições de 2022 e 2023, e que hoje não esqueceu enquanto elogiava “o pódio magnífico” da 113.ª edição, composto pelo belga Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe) e pelo seu colega mexicano Isaac del Toro, coroado melhor jovem.
“Foram campeões incríveis contra os quais lutei neste Tour. É uma pena que o Jonas tenha caído e desistido, assim como muitos outros. Espero que recuperem rapidamente e possamos lutar novamente no próximo ano”, notou.
Embora tenha terminado esta edição com uma margem ‘gigante’ de 06.26 minutos sobre Evenepoel, ‘Pogi’ garantiu que sofreu, mas evidentemente não tanto como o colega Del Toro, que se sente um privilegiado por correr com aquele que é considerado, a par de Merckx, o melhor ciclista de todos os tempos.
“Somos grandes companheiros. Ele puxou pelo melhor de mim nas últimas épocas e nesta última semana de Tour ajudou-me muito”, destacou o mexicano de 22 anos.
Melhor jovem desta ‘Grande Boucle’, Del Toro não quis assumir-se como sucessor de Pogacar, lembrando que “é difícil saber o que acontecerá no futuro”.
“É uma grande responsabilidade, tenho que desfrutar da vida e dar o máximo. Se conseguir 1% do que ele alcançou, já me posso dar por satisfeito”, defendeu o vice-campeão do Giro2025.
Pela segunda vez no pódio final, depois de em 2024 ter sido terceiro, Evenepoel descreveu o momento como “maravilhoso”.
“Estou ao lado do homem que está a igualar o recorde de vitórias e isso é ainda melhor. É um momento inesquecível”, resumiu o vencedor da Vuelta2022.
O duplo campeão olímpico ‘calou’ os críticos neste Tour, mostrando ser um ciclista de alta montanha ao vencer a 15.ª etapa e ao ficar perto no sábado, na segunda chegada ao Alpe d’Huez.
“Não sei se foi uma reivindicação, deixo essa conclusão para vocês, jornalistas. O meu objetivo profissional é terminar no pódio de tantas grandes Voltas quanto seja possível e tentar ganhá-las”, concluiu o belga.